15/05/2012

A Sophia é o Máximo!

Para o Luís não se armar em esperto!  

A Sophia é o Máximo!

07/05/2012

(passei por aqui...)

(só para dar sinais de vida.)

20/09/2011

Sobre perder alguém...
(Correndo o risco de parecer o José Luís Peixoto, sempre a falar da morte do seu Pai, aqui vai...)

A morte de alguém que nos é muito querido é um tema muito debatido e recorrente na nossa sociedade, acredito que pela sua profundidade, pela dor e tristeza que traz e consequente crescimento que isso implica. Mexe com as pessoas no seu mais ínfimo átomo.


Todos os dias vemos testemunhos e presenciamos alguém que perdeu outra pessoa: uma mãe, um irmão, um filho, um grande amigo, um cão, um grande amor, não tem relevância o parentesco.

Está presente quer seja nas nossas séries preferidas, no cinema, nos livros que nos aconselham a ler, ou num amigo que o vive nesse momento... (Confesso que só me apercebi disto, com profundidade, há dois anos, pelo menos só me toca no meu mais intimo desde então. Talvez até essa altura eu fosse muito mais insensível e egoísta do que sou hoje e nunca tinha sentido verdadeiramente essa empatia.)

Por norma, quando esta situação é retratada na ficção é sempre muito chocante para quem a vive, muito dolorosa e/ou trágica, ou porque a pessoa que morreu era tão nova, ou morreu de forma tão repentina, ou então já lutava contra uma doença há tanto tempo e era melhor assim.  (Desenganem-se, NUNCA é melhor assim.)
Mas com o passar do tempo, esses sentimentos todos desvanecem, as perguntas são respondidas e as personagens passam a lembrar os seus entes queridos com saudosismo, ternura e um rasgo de um sorriso, enfim, de uma forma positiva.
Numa ou noutra altura da nossa vida, foi-nos dito que o tempo cura todos os males. Dizem eles. Dizem. 
Há alguma verdade nisso.

Perdi o meu Pai faz quase dois anos. 
Perdi o meu Pai e ele era A minha Pessoa. Ainda não sei lembra-lo apenas de uma forma positiva, com um sorriso e sem qualquer mágoa.


O meu Pai era A minha Pessoa, foi aquele que amou sempre e sem restrições, aquele que independentemente das decisões que eu tomasse, mesmo quando se tratava de asneiras, - e essas foram mais que aquelas que eu desejaria - ou das oportunidades ou problemas que me apareciam pela frente, ele estava lá, sempre, para me apoiar e me ajudar a ver o caminho que se ia formando à minha frente. Umas vezes fazendo me sentir muito bem, outras nem por isso, mas tanto fazia - sei-o hoje - se me dava a mão e ia comigo ou se me dava um empurrãozinho nas costas para me fazer a dar esses passos, ele era A minha Pessoa, e fazia-o com Amor e convicção de que era Pai. 
Foi dele que herdei muitos dos meus gosto e personalidade, muito me amou e me ensinou e não há, literalmente, um dia que passe que não me lembre do meu Pai, nem do quanto o amo de volta e da falta que ainda me faz. 
Lembro-me dele naquele Verão em que me ensinou a nadar. Eu atirava-me para dentro de água para os seus braços e dava aos pés empoleirada nos seus ombros. Depois veio a parte difícil, dar aos braços e aos pés, enquanto flutuava, sem engolir água, tudo ao mesmo tempo. Ele orgulhava-se. Pelo fim já me deixava fazê-lo sozinha, mas sempre com os olhos postos em mim. (Às vezes penso que mudou o cenário, mudou a situação, mas ainda acontece assim)
Lembro o quanto gostávamos das conversas que tínhamos pela madrugada fora, e os seus hábitos, o seu feitio, a maneira como se sentava no sofá, a mania que tinha de me puxar os dedos dos pés sempre que me apanhava a jeito, como quem diz "gosto de ti, filha", mas sem palavras (apesar de na altura detestar que o fizesse, especialmente no Inverno quando tinha os pés mais gelados, sinto falta). 
Desenho mentalmente o seu rosto, os seus olhos e nariz - e os meus que são tão parecidos com os dele... 
É verdade que o tempo cura, relembro muitas coisas que vivi com o meu Pai - como o faço agora, enquanto escrevo estas palavras, e já o faço quase sem ficar com um nó na garganta, às vezes.

Julgava que era impossível alguma vez viver sem o meu Pai, mas a verdade é que todos nós, eu e os dele, aprendemos, de alguma maneira, a viver sem ele. Cresci muito neste tempo que passou sem ele, e, também com o passar do tempo, a minha família ganhou uma nova dinâmica e uma uma nova intimidade da qual até gosto. Mas sempre que posso imagino-o presente, o seu dedo na minha vida actual, a sua herança. Tento perceber as palavras que me diria quando me vejo confusa nalgum momento. Gostava de ainda poder ligar-lhe a perguntar que lugares devia conhecer, que livros devia ler ou como cozinhar aquele tipo de peixe.

Até aqui, nada de novo, mantemos próximos aqueles que amamos e nos amam, mesmo após a sua morte e com o tempo já nem choramos muito ao fazê-lo. 
O que não falam nos filmes, nas séries nem nos livros, é que as dores que desvanecem vêm dar espaço a novas dores que se criam de repente e sem aviso. Tão ou mais lancinantes daquelas que já tínhamos como saradas.
E de repente cais-nos uma lágrima porque algo tão bom aconteceu e ele não está aqui para gozar essa felicidade comigo.
Hoje dói-me que o meu Pai não esteja cá para ver a minha vida actual, na qual sou feliz, que não possa gozar do orgulho que sentia por nós, nem ajudar nos meus projectos profissionais presentes, que já não beije a minha Mãe todas as noites, nem me espere a mim e ao meu irmão ao chegar da praia, que não tenha chegado a ser Avô e que os futuros (e hipotéticos) netos não o conheçam. 

O meu Pai ainda é A minha Pessoa. (Tenho mesmo muitas saudades do meu Pai). Há dias em que não acredito que haja Tempo suficiente no Mundo que as cure.

Cozinhar em barda deixa-me contente. Fico com o sensação de missão cumprida, de quem fez o seu trabalho bem feito, de quem se organizou.
Já a loiça que fica para lavar... não, não me deixa nada feliz...



Panela de 5l  x2
Wook 32cm
Frigideira 18cm
Tacho 1,5l
Colher de Pau x2 
Colher de Servir x2

06/07/2011

Frase do dia

"A senhora tinha três daqueles cães - pausa - ... Não são shiatzu, não são tai chi... "

shih tzu, para quem ainda não adivinhou.

08/06/2011

Viver num cidade plana é aborrecido e os elevadores são sobrevalorizados.
(bolas! estou cansada!)

07/06/2011

Exmo. Continente Online,

Agora que olho para o histórico das minhas encomenda vejo que pode ser necessário esclarecer uma questão:
Não, cá em casa não vive ninguém com problemas com o álcool. Fazemos muitas festas.

Cumprimentos, sophia.

22/04/2011

FAQ

Para dar resposta a uma das perguntas mais feitas do momento:

« - Mas como é que se joga wii quando se tem uma lesão dos ligamentos do joelho? »

R: Sentado.

13/04/2011

Carta ao Pai Natal, apesar de estarmos a meio de Abril.

Querido Pai Natal,

Bem sei que faltam 8 meses para o Natal, acontece que a minha antecedência em te escrever resulta de uma muito forte carência no que respeita ao sono.
Este ano, 2011, peço uma manhã, uma manhãzinha que seja em que os senhores do continente não me liguem para responder a inquéritos,e senhor limpa-chaminés não me batam à porta e o meu namorado não se espete conta carros enquanto vai de bicicleta para o trabalho pelo menos até ao meio dia.

Espero que ponderes e acedas ao meu pedido o mais depressa possível porque isto de acordar 3h mais cedo do que o necessário está mesmo a deixar-me lixada.